Deixa eu te fazer uma pergunta bem direta -Você se sente culpado? Provavelmente, você dirá que não, mas eu sou capaz de apostar que seja na última semana ou no último mês você deve ter feito uma pergunta semelhante ou igual a essa:

✅Eu fiz algo pra você me tratar assim?

Como psicólogo vejo que uma pergunta pode fazer você criar asas ou fazer você levantar acampamento na areia movediça.

Essa pergunta acima, parece ser inocente, todavia nela está um padrão de uma pessoa culpada, ou seja, acostumada em sempre acreditar ser responsável pela reação do outro.

Como psicólogo vamos analisar a anatomia da mesma, pois é uma das perguntas mais comuns, contudo uma das mais enganosas.
,bem como , também uma das mais perigosas.

Porque, sem perceber, você se coloca como responsável pela forma como o outro age.
Você se culpa, se ajusta, tenta entender onde errou — mesmo quando o problema não começou em você.

Essa pergunta é irmã de uma outra:

✅Desculpa qualquer coisa.

A neurose precisar normalizar os sintomas, mas é preciso ir além, como pedir perdão por algo, que nem você sabe que fez?

A motivação é a culpa enraizada na mente.

E isso vai te prendendo. Te prende em relações desequilibradas.Te prende em tentativas constantes de agradar. Você vai ajustando as palavras a um sistema de pensamento baseado na culpa interna.

Te prende na ideia de que, se você fizer tudo certo, o outro vai mudar, mas nem tudo que o outro faz tem a ver com você.

Muitas vezes, tem a ver com as dores dele, com os limites dele, com aquilo que ele não sabe lidar.

Quero sugerir uma pergunta mais desafiadora, também uma pergunta mais consciente, mais madura, mais libertadora:

✅O que está acontecendo com você para me tratar assim?

Percebe a diferença?
Na primeira, você se culpa.
Na segunda, você observa.
Na primeira, você se diminui.
Na segunda, você se posiciona.
Isso não significa que você nunca erra.
Mas significa que você para de carregar o que não é seu.
A verdade é simples:as perguntas que você faz podem te aprisionar ou te libertar, podem curar ou adoecer.

E a terapia é exatamente isso:

um convite a parar de repetir as mesmas perguntas —e começar a fazer perguntas que realmente transformam.Porque, no fim,
quem não muda as perguntas repete os mesmos ciclos, aceita os abusos de ontem, tropeça nas mesmas armadilhas, escolhe os mesmos algozes, claro, tudo baseado no verniz da normalidade.

Marcos Bersam

Psicólogo Online e Presencial em Juiz de Fora.

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