Não é muito raro, na primeira consulta psicológica, a pessoa dizer para mim:

Tenho “dedo Podre” no amor.

Definitivamente, será mesmo que existe isso? Seria uma lenda urbana? Posso garantir para você que é um padrão, bem antigo; ou seja, antes de você aprender a falar com desenvoltura.

Nesse artigo, vou tentar fazer você entender a origem e as consequências. Você tem particularidades física: cor dos olhos, cabelo, pele, estrutura óssea, altura que foram herdados dos seus ancestrais.

O tipo de apego é uma forma de herança emocional.

Tipos de Apego nos Relacionamentos:

Como entender seus padrões de apego, compreender isso pode oportunizar insighths para  transformar sua vida emocional, bem como seus relacionamentos amorosos.

Se você já se perguntou por que se envolve sempre com o mesmo tipo de pessoa — mesmo quando isso te machuca — talvez a resposta não esteja no outro, mas na forma como você aprendeu a se conectar.

Na prática clínica, como psicólogo, é muito comum observar padrões que se repetem nos relacionamentos. Pessoas que se sentem constantemente inseguras, outras que evitam proximidade, e aquelas que conseguem amar com mais leveza.

Isso não é acaso. Estamos falando dos estilos de apego: ansioso, evitativo e seguro.

O apego é construído desde cedo, nas primeiras relações da vida, e influencia diretamente como você se comporta nos vínculos afetivos hoje.

O apego ansioso: Quando amar vira medo de perder.Quem desenvolveu um apego ansioso costuma viver o amor com intensidade, mas também com muita insegurança. Existe um medo constante de abandono, uma necessidade de confirmação, de resposta, de presença.
No relacionamento, isso pode aparecer como ciúme excessivo, dependência emocional ou uma sensação de que nunca é suficiente para o outro.

Conhece aquela pessoa que fica na frente do celular monitorando se o outro visualizou a mensagem, qual foi a hora e fazendo as contas se é indicativo de rejeição, descaso, interesse. Ufa! Quanta agonia e sofreguidão.

E aqui está um ponto importante: o apego ansioso, muitas vezes, se conecta com pessoas de perfil evitativo.

O apego evitativo: Quando sentir parece perigoso, às vezes, a pessoa quer terminar com o outro antes que a pessoa termine com ela.
O apego evitativo é o oposto na forma, mas não na dor. São pessoas que aprenderam que depender emocionalmente pode ser arriscado. Então, evitam se aprofundar.
Podem parecer frias, distantes ou independentes demais. Fogem de conversas emocionais, se afastam quando o vínculo começa a ficar intenso e, muitas vezes, não conseguem sustentar intimidade.

Curiosamente, o evitativo costuma atrair — e ser atraído — por alguém ansioso. É um encaixe disfuncional: um corre atrás, o outro se afasta. Um pede proximidade, o outro se protege. Quando um espirra o outro traz a vitamina C, é sapato perfeito para aquele pé extravagante.Isso não é amor saudável. É um ciclo.

O apego seguro: Quando o vínculo é um lugar de paz, costumo dizer que se você encontrar esse perfil de apego, case logo. Nao deixe passar, tal como um bilhete de loteria premiado.

O apego seguro é aquele em que a pessoa consegue se relacionar com equilíbrio. Ela não depende do outro para se sentir inteira, mas também não foge da conexão.

Consegue comunicar o que sente, respeita limites, confia e constrói vínculos com base em reciprocidade, ou seja, um sonho.

Pessoas com apego seguro tendem a buscar — e sustentar — relações com outros indivíduos seguros. E quando se relacionam com alguém ansioso ou evitativo, muitas vezes percebem o desequilíbrio e não permanecem em relações que geram sofrimento constante.

A notícia ruim é que esse tipo de pessoa não tem atração pelo tipo de pessoa do tipo de apego ou evitativo, resumidamente, neurótico.

Por que entender seu tipo de apego é tão importante?Porque, sem consciência, você repete.Muitas pessoas passam anos acreditando que “não têm sorte no amor”, quando, na verdade, estão presas a um padrão emocional inconsciente.Entender seu estilo de apego não é se rotular. É se compreender.

É perceber por que você aceita menos do que merece. Por que insiste em quem não está disponível. Ou por que foge quando alguém se aproxima de verdade.
E, principalmente, é o primeiro passo para mudar.

A boa notícia: apego não é destino
Diferente do que muitos pensam, seu estilo de apego não é fixo. Ele pode ser ressignificado ao longo da vida, especialmente com autoconhecimento e acompanhamento profissional.

A terapia é um espaço onde você aprende a construir um apego mais seguro — consigo mesmo e com o outro.Se você sente que está preso em padrões que se repetem, buscar um psicólogo pode ser um divisor de águas. Hoje, com o avanço do atendimento digital, é possível fazer sua consulta com um psicólogo online, com toda a segurança e acolhimento de uma consulta psicológica presencial, ou seja, não há mais desculpas.

Ah! Marcos, terapia é caro. No entanto, você esquece que já perdeu sua dignidade, saúde e paz, tem maior pagamento que agredir seu mundo emocional?

Você não precisa continuar vivendo os mesmos Ciclos relacionamentos não precisam ser um lugar de ansiedade, dúvida ou afastamento constante. Eles podem — e devem — ser um espaço de construção, troca e segurança.

Se você quer entender melhor seus padrões, fortalecer sua autoestima e aprender a se relacionar de forma mais saudável, considere iniciar uma consulta psicológica.
Seja presencial ou com um psicólogo online, o mais importante é dar o primeiro passo.
Porque, no fim, a forma como você ama começa na forma como você se entende.

Seja a mudança que você espera do outro, outro dia uma pessoa me disse numa sessão: Quero respeito, carinho e admiração da minha esposa, mas ,hoje, percebo que deixei de me proporcionar isso.

Marcos Bersam

Psicólogo

 

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